FUMAR É PREJUDICIAL À SAÚDE
(Prêmio Darwin pra ele)
Um interno da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) da unidade III da Vila Maria, na zona norte de São Paulo, morreu eletrocutado na madrugada deste sábado.
Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, Jeferson Vaz Lisboa, 19, estava tentando acender um cigarro com a faísca dos fios de energia da lâmpada da cela quando recebeu uma descarga elétrica de 220 volts. Ele foi arremessado contra uma parede.
As ruas de Porto Alegre na manhã de 31 de dezembro me dão a impressão de que eu sou a única pessoa do planeta que está trabalhando.
Isso não é verdade, mas é a impressão que fica.
spuldar 08:55
Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
E ONDE EU VIVO JÁ NÃO INTERESSA
Estou eu mofando em frente à TV, num dos gloriosos dias do feriadão de Natal, quando me deparo com o programa SER OU NÃO SER, dos talentosos integrantes do Instituto de Ciências e Artes do Brasil (Icab), tutelados pelo genial Juan Carlos Sosa (autor de SELVAGENS INOCENTES, a primeira telenovela gaúcha).
Não vou comentar os melhores momentos de INVEJA & LUXÚRIA, a nova superprodução do grupo, nem as imagens feitas no Círculo Militar de Porto Alegre na festa de Santa Bárbara. Quero destacar o clipe de MAIONESE, música cantada por GIL (velha presença de coberturas de carnaval no Terra) e que me impressionou por seu lirismo e qualidade.
O ritmo da canção é indescritível, ocupando um nicho entre BETO BARBOSA e o grupo KAOMA.
Na realidade, nem sei se a tal música é nova ou não, mas como vi a coisa toda pela primeira vez agora, fiz questão de registrar o ocorrido.
Infelizmente não encontrei o vídeo na Internet, mas AQUI dá pra conferir a letra completa. Lá vão os HI-LITES:
"Maionese, ele me bate
Bate feito maionese
E o que eu tinha tomado
subiu direto e foi pra cabeça".
"No ombro uma tatuagem
Camisa desbotada e um bermudão
Misterioso ele dançava
E eu de olho nele desde que chegou".
spuldar 14:15
O que faz um homem ser grande? Qual o caminho que alguém deve seguir para deixar a mediocridade e ser uma pessoa diferenciada? O que deve ser lido, visto, ouvido, composto, criado, pensado?
A entrevista do Chico Buarque na Folha de domingo me fez pensar nisso tudo.
Leiam e tomem um banho de sensatez, simplicidade e inteligência.
Alguns trechos:
"Como não se vê perspectiva de mudança a curto ou mesmo a médio prazo, a sociedade toda é levada a um certo conformismo, ou mesmo a um cinismo. Na alta classe média, assim como já houve um certo esquerdismo de salão, há hoje um pensamento cada vez mais reacionário, com tintas de racismo e de intolerâncias impressionantes.
O medo da violência na classe média se transforma também em repúdio não só ao chamado marginal, mas aos pobres em geral, ao sujeito que tem um carro velho, ao sujeito que é mulato, ao sujeito que está mal vestido. Toda essa indústria da glamourização, de quem pode, de quem ostenta, de quem torra dinheiro - enfim, ser reacionário se tornou de bom tom.
As moças bonitas no meu tempo eram de esquerda. Hoje são todas de direita (risos). (...) Vejo um pensamento cada vez mais conservador, até mesmo na aparência das pessoas, todo mundo arrumadinho..."
"Eu em geral não vou mais a estréias, porque muitas vezes a platéia trabalha mais que o artista. Tem que estar bem vestido, a sua roupa vai ser comentada, essas bobagens todas. Minha empregada outro dia ficou com vergonha porque apareci com a mesma camisa em dois acontecimentos sociais (risos). Isso deve ter ocorrido mesmo. Acho que não estava atento ao meu figurino (risos).
Além disso, você é quase sempre solicitado a fazer resenhas críticas no corredor do teatro, tem que sair de casa preparado para estar inteligente, dizer se gostou, por que gostou.
Isso quando não enfiam o gravador na sua cara na saída do cinema para saber o que você achou da reunião do Copom, se você acha que a taxa de juros vai cair meio ponto, se o viés é de baixa ou de alta."