Nessa semana eu revi Beijos Proibidos, um grande momento do Truffaut. É incrível que um filme tão bom nunca tenha saído em vídeo no Brasil, ou sequer passado na TV (não que eu lembre, pelo menos).
Essa é a minha comédia romântica preferida, disparado. Leve, inteligente, com grandes atores e grandes sacadas. A atuação do Jean-Pierre Leaud é perfeita: ele é o retrato vivo do caos do que pode ser a transição pra vida adulta. E os momentos foda: o beijo na adega, as crianças com máscaras de Gordo e Magro, a lição sobre torradas, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, o começo na Cinemateca e o final, no banco de praça.
O mais curioso em Beijos Proibidos é o fato de ter sido uma comédia romântica rodada ao mesmo tempo em que rolava o Maio de 68 em Paris. A maneira como o Truffaut insere isso na história é bem pontual e sutil, sem panfletarismo. Mas nem por isso ele se omitiu: em Cannes, ele liderou o grupo que queria (e conseguiu) cancelar o festival, em solidariedade aos estudantes e trabalhadores em greve.
A música-tema do filme é Que Reste-t-il de Nos Amours?, do Charles Trenet. Sensacional...
(...) Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d'avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse
Bonheur fané, cheveux au vent
Baisers volés, rêves mouvants
Que reste-t-il de tout cela
Dites-le-moi (...)
spuldar 14:44
Quinta-feira, Março 18, 2004
O Luis Ernesto Lacombe (Globonews) acaba de ter o maior acesso de tosse ao vivo que um apresentador de televisão já teve na história. Muito louco.
Deve ser complicado segurar esse tipo de coisa no ar, eu nunca conseguiria também.
spuldar 15:05
Terça-feira, Março 16, 2004
Jack Nicholson fala de sucesso, filhos, ex-mulheres, Lakers e Viagra em entrevista à Playboy. Alguns trechos...
"PLAYBOY - Ao longo desses anos, você sempre cultivou essa reputação de ser um...
NICHOLSON - Cafajeste.
PLAYBOY - É um título merecido?
NICHOLSON - Eu não sou o rei dos cafajestes, mas estou na disputa. Se eu encorajo essa imagem? Se eu gosto que me vejam como um cafajeste? Bom, algumas vezes... mas há outra resposta: é bom para os negócios."
"PLAYBOY - A impossibilidade de ser anônimo é o lado ruim do sucesso?
NICHOLSON - Não tem lado ruim. Todo mundo procura chamar a atenção sobre si mesmo, e você não tem por que ficar reclamando quando consegue."
(sobre Marlon Brando)
"PLAYBOY - Você o vê com freqüência?
NICHOLSON - Ultimamente, nenhum de nós sai muito de casa. Mas somos os vizinhos perfeitos, nunca nos encontramos para tomar uma cerveja, mas cuidamos um do outro."
spuldar 14:02
Segunda-feira, Março 15, 2004
A série de reportagens do Jornal Nacional sobre o Ayrton Senna me lembrou de um momento glorioso na Fórmula-1: a ultrapassagem que o dito cujo levou do Piquet em 1987, em Hungaroring. Não achei uma foto do ocorrido, mas encontrei uma outra, e igualmente respeitável, do Souto Mayor...
spuldar 20:39
Neste exato momento, está passando Corra que a Polícia Vem Aí na Sessão da Tarde.
Acho que vou botar um link pro UOL na capa do Terra, fazer um negrinho e ir ver a obra-prima.