Isso merece um post:
Um dia eu escaneio o que a Gazeta Centro-Sul (de Guaíba)
fez comigo depois que eu dirigi dois curtas bunda em super-8...
spuldar 16:20
Quinta-feira, Abril 24, 2003
É brabo entrar pra atualizar o blog e dar de cara com esse tal de Dhomini, no banner do Paparazzo. Sai pra lá, meu.
spuldar 21:43
No dia 10 de maio, completam seis meses do começo da minha leitura epopéica de Crime e Castigo. Nesse dia, ainda vão faltar umas 40 páginas pra eu chegar no fim.
Talvez ninguém nunca tenha levado tanto tempo pra terminar um livro. Tá certo, Crime e Castigo não é pequeno, mas pelo amor de Deus.
E a lista de espera da leitura lá em casa tá grande. Eu lembro de dois Kafka, um Nietzche, um Hobsbawm (vai ser útil pra UFRGS) e Hiroshima. Já tou vendo: quando eu terminar tudo isso, o Inter já vai ter sido bicampeão do mundo. Ou então rebaixado de vez.
Como eu queria ter de volta o tempo livre dos meus dias de vagabundo.
spuldar 21:41
Terça-feira, Abril 22, 2003
Antes de sair pro feriadão (em breve, relato sobre Blumenau), consegui um tempinho pra ir no cinema e ver "Arca Russa". Me deixou muito curioso a proposta de se fazer um filme em um plano-seqüência genuíno (não como fez o Hitchcock, de fazer uns cortes fake). Além disso, eu nunca havia visto um filme do Alexander Sokurov, de quem muitos falavam maravilhas.
Realmente, o visual é de cair o queixo. Pra começar, a textura da imagem é disparado a melhor que eu já vi em digital. Depois, a naturalidade dos movimentos impressiona, o filme flui de uma maneira muito eficiente. A proposta de criar uma atmosfera de sonho, como exige o argumento, funciona. Obviamente, a opulência e a beleza do Hermitage e das obras que estão ali favorecem essa impressão, mas não dá pra negar, no mínimo, a trabalheira que o Sokurov teve pra fazer todo esse lado estético e formal do filme dar certo. Plano-seqüência não é mole mesmo.
Já no campo das idéias... é muito pobre passar um longa-metragem inteiro passeando pelo Hermitage, mostrando telas e esculturas, e ainda por cima dizer que tudo o que a Rússia representa para a humanidade vem do czarismo. Não sou nenhum stalinista, mas negar a importância do cinema soviético - ainda mais sendo um cineasta russo - é de doer. As declarações que o Sokurov já deu sobre isso, que eu li numa resenha do Merten, me gelaram a espinha.