Feira do Livro é bom sempre, ainda mais sem chuva. O problema de ir hoje é a turba, mas eu fui no horário de almoço, então não tinha ninguém. Dei aquela banda, olhei uns balaios, só que sem comprar nada ainda.
Este ano eu estou pragmático. Só compro depois que receber, e ainda sim com restrições. Meus alvos são Hiroshima, do John Hershey, Um filme é um filme, com textos do José Lino Grünewald, e alguns saldos, desde que não passem de uns R$ 20.
Semana que vem eu volto lá, às ganha.
spuldar 17:09
Bons tempos...
sob direção de Jonathan Demme
spuldar 16:31
Vi muitas vezes O Silêncio dos Inocentes, e já li o livro Dragão Vermelho, uma vez só. Então fica impossível não fazer comparações com o filme que está em cartaz. Ele é classificado como thriller, mas de suspense não tem nada. As coisas passam pela tela sem que gerem a menor expectativa no espectador. Juntem isto a atuações em ponto morto e a falta total de uma atmosfera envolvente e terão um filme chocho.
Isso que o material original era bastante bom. O livro ganhava o leitor na construção do personagem do serial killer e na relação entre o investigador do FBI e Hannibal Lecter. São esses também elementos fortes em Silêncio dos Inocentes - tanto no livro quanto no filme - e são dois pontos muito ruins do novo filme, que sofre com um roteiro mal-desenvolvido.
Essa mesma comparação inevitável sofreu o outro filme da série, Hannibal, que era só um festival de violência gratuita, sem qualquer valor. Dragão Vermelho ainda tem Ralph Fiennes, que se esforça para compor o assassino, mas é só. Os demais - Edward Norton, Harvey Keitel, Philip Seymour Hoffmann - estão dormindo. Justamente o que Anthony Hopkins parece estar fazendo desde Vestígios do Dia, que já tem nove anos.
Tenho curiosidade agora de ver Caçador de Assassinos (1986), de Michael Mann, que é a primeira versão de Dragão Vermelho para o cinema. Dizem que vale a pena.
spuldar 16:26
Quinta-feira, Outubro 31, 2002
Truffaut e Kubrick. Dois caras com mais ou menos a mesma idade, mas com vivências completamente diferentes. Truffaut era um marginalzinho, que se enfurnava nos cinemas pra fugir da vida de merda que tinha. Kubrick era um filhinho de papai, que sempre teve o que quis, até dinheiro pra fazer longas.
Foram duas forças inovadoras, cada uma a sua maneira. Truffaut começou a milhão e foi ficando mais conservador, o que é normal, mas envelheceu bem melhor que a maioria dos coleguinhas. Kubrick foi quase sempre a mesma coisa. Foram dois gigantes em um cinema diferente, feito com intelecto e entrega, cabeça e coração.
Mais do que qualquer coisa, deram ao mundo imagens. A primeira cena de Jeanne Moreau em Jules et Jim, o fuzilamento em Glória Feita de Sangue, o final de 400 Coups e 2001. Melhor que isso é difícil.
Podiam estar aí até agora, fazendo das suas (AI seria bem melhor, mas o Kubrick ainda não teria terminado de rodar).
spuldar 22:35
Outro cara ruim
spuldar 22:11
Um cara ruim
spuldar 22:07
Se tem uma coisa que eu gosto na Cachorro Grande é o fato deles se recusarem a serem cuzões no palco. Ontem foi assim. Se não bastasse eles tocarem bem demais e terem simplesmente botado o Ocidente abaixo com Helter Skelter, You Really Got Me e Anarchy in the UK (com o Carlinhos e a Katia da Bidê), ainda quebraram uns três ou quatro vidros e penduraram o bumbo na janela.
Tem gente que acha isso gratuito. Só quem não viu um show da Cachorro pode dizer uma merda dessas. Quem já viu sabe que isso é uma extensão natural do que eles tiram dos instrumentos.
Perto do que o The Who fazia, eles ainda tão bem comportados, mas um dia chegam lá.
spuldar 15:36
Slogan de um camelô no centro, hoje:
"Guarda-chuva a cinco,
guarda-chuva a cinco!
A gripe é mais cara!"
spuldar 15:23
Quarta-feira, Outubro 30, 2002
Tirado de uma matéria do Estadão sobre a nova temporada dos Osbournes: "O novo personagem da série é Robert Marcato, de 18 anos (...)"
Alguém aí viu o Bebê de Rosemary?
spuldar 13:54
Tá aí o cara
spuldar 13:33
Eu ia caminhando para o trabalho às 6h40 da manhã, pensando no Rigotto e no Celso Roth, quando uma imagem do Poderoso Chefão 2 entrou no meio do meu raciocínio. Era a cena em que o Michael chega de viagem e encontra a casa quase vazia. Ele anda pelas salas, pelos quartos e finalmente encontra Kay na máquina de costura. Ao invés de ir falar com ela, ele se afasta e volta pra sua solidão.
Nenhum filme me causou uma impressão tão forte quanto os dois primeiros Poderoso Chefão. Nem os do Kubrick, que foram uma influência tardia. Claro, aos 14 anos eu gostava mais dos tiros e do sangue. Hoje não tem como não valorizar a jornada do Michael rumo à solidão e a um destino implacável, a moldura épica extraordinária, a fotografia (glória a Gordon Willis nas alturas), o elenco.
Depois do Poderoso Chefão 2, veio Apocalypse Now. Os delírios megalomaníacos do Coppola... um gênio que hoje paga por seus erros e contradições. Mas são esses os seus pontos fortes: o peito e a humanidade. Hollywood, foi bom enquanto durou.
spuldar 08:28
Terça-feira, Outubro 29, 2002
Eu queria muito ser o Merten. Eu juro que queria. Ler os textos dele pra mim são uma lição de como ser O crítico. Ter consistência sem ser pedante e sem blá-blá-blá (tá, às vezes ele PARECE pedante, mas é só impressão, hoje no site do Estadão ele tava no tom perfeito). Mas vai ficar difícil pra mim escrever que nem o Merten se eu NÃO FOR no cinema. Claro que me falta estudo, e um pouco de cultura, mas sem ATUALIZAÇÃO não dá. DISCIPLINA seria a palavra? Ou FALTA DE TEMPO, a razão? Alguém?
spuldar 23:41
Angela, Vitória, Rio, MusicaTri, cinema, Angela Angela, DVD, Feira do Livro, leituras, relax, Angela Angela Angela, relax, cinema DVD, Angela. Tantas coisas pra aproveitar nas férias... mas vai dar tempo pra todas. ;)
spuldar 23:12
Essa é a melhor de todas.
spuldar 23:02
Isso aqui vai pra uma guria...
spuldar 22:31
Aqui vai uma imagem de um cara bala, pra ver se inspira e abençoa esse blog logo no começo.
spuldar 20:17
Nada mais deprê do que dar banda sozinho no pseudoshopping Rua da Praia. Vasculhar em pilhas de CDs de dez pila do Benito de Paula, passar duzentas vezes na frente das mesmas lojas podres e constatar que ainda faltam 25 minutos pra voltar pro trabalho. Por favor, Feira do Livro...
spuldar 20:14
Bom, era isso. Agora tenho um blog... vamos ver no que dá.